As obras já começaram. Em março deste ano, as primeiras máquinas entraram em Vinhedo. Em maio, uma nova frente de trabalho foi aberta em Jundiaí. O Trem Intercidades (TIC) — o projeto ferroviário mais aguardado do Estado de São Paulo — saiu do papel e está virando realidade a poucos quilômetros de quem lê esse texto.

Para quem mora em Jundiaí, Vinhedo ou Valinhos, ou para quem ainda está pensando em dar o salto do caos da capital para o interior, essa é uma das notícias mais importantes dos últimos anos. E ela merece ser entendida com calma — sem euforia exagerada, sem minimizar o que está vindo.


O que é o TIC, afinal?

O Trem Intercidades Eixo Norte é um projeto do Governo do Estado de São Paulo, operado pela concessionária TIC Trens (Grupo Comporte). Na prática, ele vai criar um novo sistema ferroviário moderno conectando São Paulo, Jundiaí e Campinas — com três camadas de serviço:

1. O Trem Intercidades (TIC) — expresso O trem principal. Vai correr a até 140 km/h e fazer o trajeto de 101 km entre São Paulo (Barra Funda) e Campinas em apenas 64 minutos, com parada em Jundiaí. Capacidade para 860 passageiros por viagem, assentos marcados, espaço para bagagem e bicicleta. Previsão de operação: 2031.

2. O Trem Intermetropolitano (TIM) — parador É o que mais interessa a quem vive entre Jundiaí e Campinas. Vai cobrir 44 km com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, fazendo o trajeto completo em cerca de 33 minutos. Previsão de operação: 2029.

3. A modernização da Linha 7-Rubi A linha que já existe entre São Paulo e Jundiaí será completamente modernizada, com novas composições e melhorias operacionais. Quem usa o trem hoje já vai sentir a diferença antes mesmo dos novos serviços entrarem em operação.

O investimento total é de R$ 14,2 bilhões, com previsão de beneficiar 672 mil passageiros por dia e gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.


O que já está acontecendo no chão

Não é promessa de campanha. As obras estão em andamento — e quem passa pela região já começa a ver os sinais.

As primeiras intervenções em Vinhedo começaram em março de 2026, com terraplenagem, drenagens e contenções. Em maio, a frente de trabalho chegou a Jundiaí — serviços preparatórios nas proximidades da Estação Jundiaí da CPTM, no entorno do Complexo Fepasa e na região do Jardim Esplanada e Vila Maringá.

Para viabilizar o projeto, o Governo do Estado declarou mais de 373 mil metros quadrados de terrenos como de utilidade pública em Jundiaí, Vinhedo, Valinhos e Campinas. As desapropriações estão em andamento — por acordo amigável ou via judicial. Quem tem imóvel na faixa ferroviária ou em regiões diretamente afetadas pelo traçado deve acompanhar as comunicações oficiais da TIC Trens com atenção.


O que muda na vida de quem mora na região

A grande questão não é técnica. É cotidiana: o que esse trem significa na prática para uma família em Jundiaí?

Para quem trabalha em São Paulo ou Campinas Hoje, quem faz o trajeto Jundiaí–SP pela Anhanguera enfrenta em torno de 1h a 1h40 de carro, dependendo do horário — e muito mais nos dias de pico. Com o TIC funcionando, esse mesmo trajeto será feito em 64 minutos saindo de dentro da estação, com hora marcada, assento garantido e sem depender do trânsito.

Para quem trabalha em Campinas, o TIM (com parada em Vinhedo e Valinhos) faz a ligação em 33 minutos. Isso muda completamente a conta de quem está avaliando onde morar.

Para quem já mora aqui e usa carro todo dia A separação entre os trens de carga e de passageiros — hoje misturados no mesmo trilho — vai reduzir os atrasos da Linha 7-Rubi, que atualmente conecta Jundiaí a Barra Funda. Quem já usa o trem como alternativa vai ganhar mais frequência e pontualidade antes mesmo de 2029.

Para as cidades em geral Jundiaí tem posição estratégica entre dois dos maiores mercados consumidores da América Latina. Com um sistema ferroviário moderno, essa posição se consolida ainda mais. Projetos habitacionais e comerciais próximos às estações tendem a se intensificar, e a integração regional facilita até mesmo decisões como onde abrir uma empresa ou onde matricular um filho.


O que vale ficar de olho

Algumas perguntas vão ficando mais relevantes conforme as obras avançam:

Onde ficam as estações? Em Jundiaí, o projeto usa como base a estação já existente, com intervenções no entorno. As áreas próximas ao Complexo Fepasa e ao eixo ferroviário que corta a cidade são as mais diretamente impactadas — tanto pelas obras quanto pela futura valorização.

E Vinhedo e Valinhos? As duas cidades terão estações no Trem Intermetropolitano (TIM), o serviço parador previsto para 2029. Isso coloca moradores dessas cidades a poucos minutos de trem de Jundiaí e Campinas — sem carro, sem trânsito.

Meu imóvel está na área de desapropriação? Se você tem imóvel próximo à linha férrea entre Jundiaí e Campinas, vale consultar as resoluções publicadas pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de SP ou entrar em contato com um corretor de confiança para entender se e como seu imóvel pode ser afetado.


Uma obra que chega junto com outras mudanças

O TIC não está chegando sozinho. Em paralelo, a Prefeitura de Jundiaí anunciou um pacote de intervenções viárias ligadas ao programa “O futuro pede passagem”, que inclui a construção de um novo túnel sob a Rodovia João Cereser, melhorias na Anhanguera e intervenções no entorno da linha férrea para integrar o trem com o trânsito da cidade.

A cidade também acaba de superar os 29 mil projetos habitacionais aprovados ou em processo — um sinal claro de que o crescimento urbano está acelerado e que a infraestrutura sendo construída hoje já está sendo planejada para essa demanda.


Por que esse assunto importa agora

A valorização imobiliária ao redor de projetos ferroviários de grande porte não é novidade — aconteceu em linha, metrô e BRT em diversas cidades do mundo e em São Paulo também. O que torna o TIC diferente é que ainda estamos no começo das obras, não depois da inauguração.

Quem está avaliando morar em Jundiaí, Vinhedo ou Valinhos nos próximos anos vai colher esse fruto — tanto na qualidade de vida quanto na valorização do imóvel. Quem já mora, tem a oportunidade de entender como o entorno vai mudar antes que isso se reflita nos preços.

Esse é exatamente o tipo de informação que faz diferença na hora de decidir onde comprar, onde alugar e em qual bairro apostar.


Tem dúvidas sobre imóveis em Jundiaí, Vinhedo ou Valinhos? Nossa equipe acompanha o mercado da região de perto. Fale com a gente pelo WhatsApp: (19) 99981-3730

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